Estresse, só se você quiser

De onde vem?

Estava lendo alguns estudos e recomendações sobre a origem e a manutenção desse “mal” que assombra nossos dias. Exageros a parte, a gama de efeitos colaterais diretos e indiretos produzidos pelo estresse tende a ser como o número de estrelas no céu: psicológicos, fisiológicos, neurológicos, etc.

O que mais ressaltou nos estudos, foi a observação superficial dos cientista sobre os mecanismos de funcionamento e a forma de lidar com o fatores estimulantes, mesmo estes, sou forçado a dizer que o olhar é bastante desprovido de profundidade.

Os estudos se baseiam em ressonâncias magnéticas, feitas enquanto os espécimes humanos comparados foram coletados em centros urbanos e no campo, são colocados sob pressão em uma determinada situação.

Os resultados, um tanto tendenciosos, por isso mesmo previsíveis, apontaram os urbanóides como mais sensíveis ao estresse, já que no ambiente urbano suas tão  famigeradas “armadilhas” estão em maior volume: transito, transportes coletivos lotados, poluição (comum e sonora), vida agitada, pressão por resultados, e por aí vai.

E, com base nos resultados, identificaram uma suscetibilidade muito maior nos centros urbanos, de desenvolver problemas relacionados ao estresse, como ansiedade. Eu diria que a suscetibilidade é a mesma, mas o número de armadilhas e a pressão é muito maior nas cidades de médio e grande porte.

Poucos estudos científicos observam os padrões de comportamento, que definem como cada indivíduo assimila e reage aos agentes estressores, como os verdadeiros responsáveis pelo estresse. Talvez por que estes não possam ser resolvidos com pílulas.

Sim, temos uma grande maioria de pessoas comuns, me arriscaria dizer mais de 90% da população que se estressa com facilidade pelos mesmos motivos. Por outro lado, temos uma minoria de pessoas incomuns, acima da faixa da normalidade, que vive muito bem sob as mesmas condições, e seria melhor dizer “sobre”. Pois são expostas aos mesmos estímulos e mesmo assim amam a vida que tem, a cidade onde moram  com todos os seus aspectos. Então:

Por quê algumas pessoas são felizes, mesmo sob toda a pressão? E amam a cidade que vivem?

Por quê algumas pessoas preferem focar em todas as possibilidades e facilidades que encontram nas metrópoles, e outras adoram enumerar raivosamente todos os percalços das experiências vividas e das que evitará, para não se expor novamente?

Por quê algumas pessoas estimulam sua capacidade criativa, para contornar da melhor forma possível os desafios e outras se submetem resignadas a mesma pressão, diariamente? Aos mesmos obstáculos, muitas vezes na mesma sequência, sem fazer nada, exatamente nada, para mudar(1)?

Penso que já deu para entender onde quero chegar.

Mas não é tudo, ahaa, tem mais.

Há um fator comportamental relacionado a visão, a percepção das coisas que determinam em muito como cada um vai reagir. Entretanto, há outros fatores que, provavelmente gerados pelos primeiros, são de ordem fisiológica, como tensões musculares, respiração superficial, falta de concentração, que também afetam profundamente a recepção dos estímulos e geram um efeito colateral em cadeia como falta de vitalidade, má postura, ansiedade crônica, cansaço, desinteresse, etc.

O interessante entre estas duas fontes, comportamental e fisiológica, é que uma colabora diretamente com a outra para se reforçarem, seja pro bem, seja pro mal.

Algumas orientações como simplesmente curtir uma música no transito, pensar positivo, se desligar do trabalho enquanto não está nele, apertar a tecla do f…, descarregar as tensão nos esportes, quando na verdade deveríamos evitar o seu acumulo, desacelerar o ritmo… me parecem muito convenientes, mas pouquíssimo práticas, pois estamos apenas tratando dos sintomas e não da causa-raiz.

A melhor opção que encontrei foi buscar práticas de autoconhecimento, que exercitem o corpo de forma inteligente, e solicitassem o uso cada vez maior da consciência, com o intuito de aumentar a concentração, facilitando o auto-estudo. Mais concentração e atenção sobre o universo interno tem alguns efeitos colaterais interessantes, como mais criatividade, maior percepção do universo externo, como reagimos perante seus estímulos e, sendo assim, tende a facilitar a criação de mecanismos, sistemas e ferramentas para administrar o emocional e o mental para contornar ou converter essa poderosa energia que é o estresse em algo positivamente construtivo, produtivo, etc.

Compare a força do estresse a uma enxurrada, que passa varrendo tudo em seu caminho. Abrindo valas, deixando um rastro de destruição e marcas indeléveis. Imagine se antes dela chegar, você tivesse criado coletores especiais e canalizado o caminho, conduzindo todo esse poder em uma determinada direção, de uma específica forma para gerar, por exemplo, energia elétrica, ou para um reservatório onde seria tratada.

A má notícia, que assim como a enxurrada, o estresse cria marcas profundas que moldam sua forma de receber e conduzir as informações e reações. A boa notícia é que só usei a palavra indelével para impressionar mais, entretanto estas podem ser desfeitas ou muito minimizadas, paulatinamente substituídas por outras.

O que praticar?

Procure uma atividade que exija do corpo e da mente em conjunto, pois eles não estão separados. Boas opções são as artes marciais(2), exercícios físicos que dependam mais do seu corpo do que do equipamento, como treinamento funcional, pilates, esportes radicais e Yôga.

Yôga em especial, especialmente o SwáSthya Yôga(3), é mais recomendado, pois tem foco no desenvolvimento completo do ser humano: físico, emocional, mental e intuicional. Exercita o corpo, reeduca a respiração, ensina a relaxar e tem técnicas especificas para o cultivo do autoconhecimento, a meditação. Enquanto as ginásticas indicadas tem um efeito secundário e pouco profundo, o Yôga foi criado para isso, em especial o SwáSthya.

Pode ser praticado isoladamente, ou associado com outras atividades, as quais vão ter o seu rendimento exponencialmente elevado pela consciência que o SwáSthya proporciona.

Alan Hecktor

SwáSthya Personal Trainer | Lifestyle Coach

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(1) Se este é o seu caso, já percebeu com que facilidade você se estressa e fica ansioso mesmo antes de acontecer? Notou como a ansiedade a antecipação é tanta, que você procura facilitar o acontecimento, pois se é para acontecer que aconteça logo, ou se não acontecer você pode até mesmo ficar frustrado, por não ter como justificar o seu estresse?

(2) Se optar artes marciais, Yôga, dança, etc, procure por profissionais especializados nestas áreas, para praticar em locais específicos para tais atividades. Considero pouco recomendável praticar, por exemplo, kung fu com um profissional de formação básica e física e não tem um Mestre e sua autorização para dar aula.

(3) O melhor lugar para se praticar e aprender o SwáSthya Yôga são nas escolas do Método DeRose.

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