RESPIRE BEM, COM OS PULMÕES QUE VOCÊ TEM*

Depois de aprender a respiração completa, deve estar se perguntando qual a importância de movimentar para dentro e para fora 5 litros de ar, se vivia bem com 350 ml.

Lamento informar que sua percepção para o “viver muito bem” é bastante curta, e aí está a diferença entre sobreviver e viver. Há muito mais o que experimentar a partir de agora.

Primeiro é importante saber sobre o que muda com a respiração completa.

CAPTAÇÃO DE ENERGIA

Sendo o prána* nossa principal fonte de energia,  presente no ar que respiramos em maior proporção que nos alimentos e na água, quanto mais inspirarmos, mais teremos.

Quanto tempo seu corpo poderia ficar sem comida? Sem água? E quanto tempo poderia ficar sem respirar? Assim, fica fácil perceber que quanto maior a quantidade de ar em contato com a maior extensão de tecidos pulmonares, maior é a absorção de energia vital, ou seja, mais vigor, saúde, disposição, bem-estar, etc.

Pense nisso. Pensou? Gastou energia. Todas as funções orgânicas despendem energia.

TREINANDO SEU CORPO EMOCIONAL

Quando nascemos instintivamente sabemos respirar de forma adequada. Observe um bebê inspirando e expirando, perceba como o seu tórax dilata-se por inteiro durante a captação do ar, e depois se encolhe.

Como respiramos e a quantidade de ar que assimilamos, está diretamente ligada ao nosso corpo emocional, ou seja, para cada estado emocional existe uma respiração correlata: alta, média, baixa ou lenta, acelerada, profunda, curta, etc. A montanha russa emocional afeta nosso alento, deseducando nosso condicionamento original. Entretanto, podemos conscientemente afetar nossas emoções administrando nossa respiração.

A grande maioria dos alunos que chegam a minha aula pela primeira vez, por mau condicionamento, utiliza a respiração superficial (peitoral/curta), característica de estados depressivos, estresse, ansiedade, entre outros. Assim sendo, estão muito mais predispostos a acessar estes estados com facilidade, do que uma pessoa que utiliza a respiração completa, portanto, estão mais vulneráveis emocionalmente.

Mais energia é mais vitalidade, mais vitalidade é mais disposição, mais disposição é mais vontade de curtir, produzir, realizar, etc. Concluímos que ao reeducar a respiração e ao utilizar técnicas respiratórias avançadas (pránáyámas), estaremos reestruturando o nosso corpo emocional, fortalecendo-o, assumindo o gerenciamento sobre ele, passando a usar o corpo emocional como ferramenta pessoal.

SAÚDE

Se continuarmos a utilizar só a respiração superficial, que trata de menos de 10% da capacidade pulmonar, o que acontecerá com os mais de 90% dos pulmões, carregados de ar viciado?

Além de ser um campo aberto para a proliferação de doenças respiratórias, estarão esclerosados quando mais precisarmos deles. Tudo o que não usamos se deteriora.

Nestes momentos percebemos o quanto o corpo humano é resistente, pois mesmo após décadas de “mals-tratos” podemos recuperar o órgão esquecido.

Os movimentos dos pulmões, conjugados com os movimentos dos músculos envolvidos no ato respiratório, produzem uma estimulante e constante massagem para os órgãos internos, quase que completamente aniquilada pela respiração peitoral.

MAS O QUE REALMENTE INTERESSA…

Os 58 respiratórios avançados, ou pránáyámas descritos na obra do Mestre DeRose, são muito mais do que simples respiratórios, suas funções estão diretamente ligadas ao:

• aumento da capacidade pulmonar;

• capitação, concentração e distribuição de energia;

• canalização e administração dos efeitos do prána;

• aquietar ou dinamizar;

• alterar estados de consciência;

• permitir o contato do consciente com o inconsciente;

• ajudam a conseguir o domínio da musculatura lisa;

• e, por ter uma relação intrínseca com o corpo emocional, quão mais você se desenvolve nos pránáyámas, maior é sua capacidade de gerenciar as emoções;

• Etc;

PRÁNÁYÁMA

Prána: “É o nome genérico que designa qualquer tipo de energia manifestada biologicamente.”

Ayáma: “expansão, largura, intensidade, elevação. Pránáyáma designa as técnicas, quase sempre respiratórias, que conduzem à intensificação ou expansão do prána no organismo.”

“Em princípio, prána é energia de origem solar, mas podendo manifestar-se após a metabolização, ou seja, indiretamente, sendo, então, absorvido do ar, da água ou dos alimentos.”

Trechos extraídos do Tratado de Yôga (Ed.Nobel), Mestre DeRose.

*O título deste post foi inspirado em um curso de mesmo nome, ministrado pelo querido Prof. Jóris Marengo (www.blogdojojo.com), com mais de 30 anos de carreira, é um dos professores e autores mais requisitados para cursos em todos os países por onde se estende a nação DeRose.

Já há bastante informação publicada sobre respiração básica neste blog, se ainda restar alguma dúvida, pergunte… 😉

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: